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terça-feira, 6 de setembro de 2011

A (IN)DEPENDÊNCIA DO BRASIL

A (in) dependência do Brasil
"Independência ou Morte" Pedro Américo 1888 




"Batalha de Friedland" Meissonier 1807 

Amanhã comemoramos cento e oitenta e nove anos de independência, mas será que realmente temos algo a comemorar? Temos constatado mudanças reais neste tempo? Segundo o dicionário Aurélio independência significa: sf. 1. Estado ou condição de quem ou de que é independente. 2. Liberdade ou autonomia para agir e decidir. 3. Caráter de quem rejeita qualquer situação. Então podemos entender como um país totalmente livre no caso o Brasil de sua metrópole Portugal. Conseqüentemente teríamos um povo soberano e livre para tomar suas escolhas e idéias. Entretanto a independência deixou um monarca Português nas terras brasileiras no caso D. Pedro I. Diferente dos EUA que com sua independência libertou-se da Inglaterra e passou a ser comandada por cidadãos norte-americanos. A história da independência Brasileira começa errada a partir do próprio fato que a criou.
            O quadro independência ou morte, feito em 1888, pelo pintor Pedro Américo, retrata a imagem que a burguesia da época queria apresentar. O estado forte, centralizado e representado pela figura que demonstrava este poder, no caso D. Pedro I. Analisando os fatos começamos pelo quadro de Pedro Américo produzido oitenta e seis anos após a independência. Então Pedro Américo nunca participou do momento da independência, simplesmente produziu o quadro segundo relatos, apesar de feito pesquisas e ter visitado o local do acontecimento. Outro fator importante esta na semelhança entre o quadro de Pedro Américo e Jean-Louis-Ernest Meissonier chamado de Batalha de Friedland de 1807 onde retrata a figura de Napoleão Bonaparte. Terceiro detalhe está nos trajes de D. Pedro I e seu garboso cavalo. Na pintura aparecem retratados com belas fardas e cavalos de alto porte, mas segundo o padre Belchior Pinheiro que presenciou o momento relata que o imperador estava com um simples traje e montava uma mula e encontrava-se com uma disenteria e com dores. Quarto fator encontra-se na presença de um caipira, observando o fato e sem entender, ele representa o povo que estava alheio ao momento. A casa do grito que esta representada na tela não existia e foi colocado na tela pelo simples fato de Pedro Américo ter visitado o local e visto a casa, mas segundo registros históricos o mais antigo imóvel no local data do ano de 1884. Os Soldados da Guarda de Honra representados na tela só foram criados em Dezembro de 1822. Foram inseridos na pintura para dar um caráter grandioso à obra.
Curioso é perceber como um fato deste tipo é tão distorcido pela história brasileira onde temos “heróis” criados pelo imaginário popular. Assim como a independência do Brasil criada para mostrar um Brasil que “deu certo” estamos em uma república “criada” pelas elites. Mostrando na televisão mudanças sociais e relativos progressos, enquanto a população pobre (maioria) tem pouca representatividade no cenário político brasileiro. É necessário rever nosso conceito em relação à “independência” como por exemplo temos a obrigatoriedade de votar. A constituição diz que somos livres, mas somos obrigados a votar. Contraditório não? Então pense, analise e faça as mudanças. Termino com uma frase de Bertold Brecht:
A mais belas de todas as coisas é quando os fracos e desencorajados deixam de crer na força de seus opressores”.

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